Psicoterapia na gestação e no pós-parto
A gestação e os primeiros meses com o bebê mexem com o corpo, o sono, a rotina, a relação do casal e a forma como a mulher se enxerga. Sentir medo, cansaço e dúvida no meio disso tudo é esperado. Quando esses sentimentos pesam demais ou não vão embora, conversar com uma psicóloga pode ajudar a atravessar essa fase com mais apoio. Esta página explica como é a psicoterapia com a psicóloga Cristiane Morgado Porto na gravidez e no pós-parto, no consultório em São José do Rio Preto (SP) ou online.
O que é psicologia perinatal e qual a ligação da Cristiane com a área?
Psicologia perinatal é a área da psicologia que cuida da saúde emocional no período que vai da gestação aos primeiros tempos depois do parto. A Cristiane cursa pós-graduação em Psicologia Perinatal, voltada ao acompanhamento psicológico de gestantes, e traz esse estudo para o atendimento de mulheres que estão grávidas ou tiveram bebê há pouco tempo.
É uma formação em andamento, que se soma à graduação em Psicologia pela UNIRP e ao trabalho com a abordagem fenomenológica, que busca compreender como cada pessoa percebe e vive as próprias experiências. Na prática, isso quer dizer olhar para essa fase com atenção ao que ela tem de próprio: as mudanças no corpo e na identidade, a relação com o parceiro ou a parceira, as expectativas sobre a maternidade e a rede de apoio, ou a falta dela.
Presencial ou online: qual formato serve nessa fase?
Os dois formatos servem, e a escolha depende do momento que você está vivendo. No consultório em São José do Rio Preto, a sessão acontece num espaço reservado, fora da rotina da casa. O online tira do caminho o deslocamento, que nessa fase muitas vezes é o que trava o começo: quem está em repouso, no fim da gestação ou com um recém-nascido que mama a toda hora pode fazer a sessão de casa, de qualquer cidade do Brasil, num canto onde consiga falar à vontade.
O consultório fica no Centro Empresarial Mais Park, na Rua Campos Salles, 1152, sala 2, bairro Boa Vista, e a página do consultório em Rio Preto traz o endereço completo e os outros atendimentos feitos lá.
Sobre o online, as pesquisas com intervenções psicológicas pela internet para gestantes e puérperas mostraram redução nos sintomas de depressão e de ansiedade em comparação com os grupos de controle, e os autores pedem mais estudos, principalmente durante a gestação (revisão de 2019). No Brasil, o atendimento psicológico online é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia na Resolução CFP nº 9/2024, que pede à psicóloga avaliar se o formato serve para cada caso e ter meios de encaminhar situações de urgência.
Para a sessão online você precisa de internet estável, um fone de ouvido e um lugar reservado. A plataforma de vídeo e os cuidados de sigilo são combinados no primeiro contato, e a página sobre psicoterapia online com psicóloga mostra o passo a passo.
O que pode ser trabalhado na psicoterapia nessa fase?
Pode ser trabalhado o que estiver pesando para você: a ansiedade com o parto ou com a saúde do bebê, a tristeza que não passa, a culpa por não sentir o que achava que ia sentir, o cansaço, a mudança na relação do casal, a volta ao trabalho e a sensação de ter perdido de vista quem você era.
Na abordagem fenomenológica, você e a psicóloga colaboram para explorar de forma aberta as vivências, os sentimentos e os pensamentos que aparecem nessa fase, inclusive os que soam como sentença, do tipo "toda mãe dá conta, menos eu", e olhar para eles com mais calma e menos cobrança. A ideia é entender como você percebe e interpreta o que está vivendo, reconhecer os conflitos entre desejos e limitações que essa fase traz e explorar quem você realmente é, em vez de se conformar com expectativas sociais ou papéis predefinidos sobre a maternidade. Também há espaço para o lado prático da vida: quem pode ajudar e como pedir, como dividir as tarefas da casa e do bebê, como descansar quando dá, o que esperar das primeiras semanas e quais sinais combinar com a família para que nada passe despercebido.
Não existe roteiro pronto. O ritmo e os objetivos são combinados com você e revistos ao longo do caminho, sem promessa de prazo ou de resultado.
Como saber se é baby blues ou algo que pede mais cuidado?
O baby blues é comum, leve e passageiro, e costuma aparecer nas duas primeiras semanas depois do parto. Quando a tristeza, a angústia ou a ansiedade ficam intensas, passam de duas semanas ou começam ainda na gravidez, vale buscar avaliação. Segundo o NIMH, instituto de saúde mental dos Estados Unidos, a depressão pós-parto em geral não melhora sem tratamento.
O artigo sobre ansiedade e depressão na gestação e no pós-parto traz os sinais completos, uma tabela com a diferença entre baby blues e depressão pós-parto e o que as pesquisas mostram, inclusive no Brasil. Para entender a depressão em qualquer fase da vida, veja também depressão: sinais, diferença da tristeza e tratamento.
Sentir isso não é falta de amor pelo bebê nem fracasso como mãe. É uma questão de saúde, e o cuidado começa por falar sobre ela.
Quando procurar o obstetra ou o psiquiatra no mesmo dia?
Procure no mesmo dia o obstetra que acompanha você, um psiquiatra ou um pronto-atendimento quando a tristeza ou a ansiedade impedem de comer, dormir ou cuidar de si e do bebê, quando os sintomas pioram rápido ou quando surgem pensamentos que assustam. Alguns sinais pedem ajuda imediata, sem esperar consulta marcada.
Fale com o obstetra ou com um psiquiatra no mesmo dia se você:
- não consegue dormir mesmo quando o bebê dorme, e isso já dura alguns dias;
- quase não está comendo ou não está dando conta de cuidar de si e do bebê;
- tem crises de ansiedade ou de pânico que não dão trégua;
- sente a tristeza, a irritação ou a desesperança piorando a cada dia.
Se você toma algum remédio e está pensando em parar por causa da gravidez ou da amamentação, converse antes com o médico. Essa decisão é sempre dele com você, e nunca vale suspender por conta própria.
Procure ajuda imediata, pelo SAMU (192), numa UPA ou no pronto-socorro, se aparecerem pensamentos de se machucar ou de machucar o bebê, confusão, a sensação de ver ou ouvir coisas que outras pessoas não percebem, desconfiança intensa sem motivo ou uma agitação muito fora do comum, quase sem dormir e sem sentir cansaço. Alguns desses sinais podem indicar psicose pós-parto, que o NIMH trata como emergência psiquiátrica.
Muitas mães sentem vergonha de contar sobre pensamentos de machucar o bebê. Ter um pensamento assim não faz de você uma mãe ruim, e falar sobre ele é o caminho para receber cuidado a tempo.
A psicoterapia, no consultório ou online, não é um serviço de urgência. Se você está em crise ou pensando em tirar a própria vida, ligue para o CVV no 188, de graça e a qualquer hora, ou converse pelo chat em cvv.org.br. Em emergência médica, ligue para o SAMU no 192 ou procure a UPA ou o pronto-socorro mais perto de você.
Como começar o acompanhamento?
Para começar, mande uma mensagem pelo WhatsApp. Não precisa ter diagnóstico: no primeiro contato vocês combinam o horário e se as sessões vão ser no consultório em Rio Preto ou online. No online, também combinam a plataforma de vídeo e os cuidados de sigilo.
O botão do WhatsApp está na página de agendamento. A Cristiane Morgado Porto é psicóloga, inscrita no CRP 06/195101 (confira o registro), trabalha com a abordagem fenomenológica e atende adultos no consultório em São José do Rio Preto (SP) e online, para todo o Brasil, incluindo gestantes e mães no pós-parto.
Perguntas frequentes
Gestante pode fazer psicoterapia no consultório ou online?
Pode escolher. Quem mora em São José do Rio Preto ou na região pode ir ao consultório, no bairro Boa Vista. O online é uma opção em qualquer fase da gravidez, inclusive para quem está em repouso ou no fim da gestação e tem dificuldade de se deslocar. O atendimento online é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia, e a psicóloga avalia em cada caso se o formato é adequado. Se houver risco, o atendimento presencial e a equipe médica entram junto.
O que é psicologia perinatal?
É a área da psicologia que cuida da saúde emocional ao longo da gestação, do parto e dos primeiros tempos com o bebê. Ela olha para temas como ansiedade e depressão nessa fase, mudanças na identidade e na relação do casal, vínculo com o bebê e rede de apoio. A Cristiane cursa pós-graduação em Psicologia Perinatal, com foco no acompanhamento de gestantes.
A psicoterapia ajuda na depressão pós-parto?
Pode fazer parte do tratamento. Uma metanálise publicada na revista Psychological Medicine concluiu que as intervenções psicológicas provavelmente trazem benefício na depressão perinatal, e a TCC foi a abordagem mais testada. Dependendo da intensidade, o médico pode indicar remédio junto, decisão que na gravidez e na amamentação é sempre dele com você. Cada processo é único e não há prazo garantido.

